26 abril, 2014
Eu
Eu não sou nem serei melhor nem pior que ninguém. Tenho os meus defeitos e as minhas qualidades como qualquer ser humano, talvez um pouco fortes demais mas são esses detalhes, quer positivos quer negativos, que me definem. Não gosto que brinquem com os meus sentimentos e quando isso acontece acabo por despertar em mim e nos que rodeiam um explosão de outros tantos e diferentes sentimentos como se de uma erupção vulcânica se tratasse.
Cada vez mais vejo a vida como um livro, onde sou eu a personagem principal. Sou eu que crio a minha história. Letra por letra, frase por frase, página por página, capítulo a capítulo. Tudo depende de mim ... Sou eu quem decide quem entra e quem sai, quando se encerra um capítulo e quando se inicia um novo. Vivo muito de sonhos. Sonho e volto a sonhar e, assim, me sinto motivada a continuar. Tenho, como qualquer ser humano, conquistas e derrotas porque temos todos altos e baixos, mas sei que sou capaz de superar tudo, que tenho forças para não parar a minha história, o meu livro.
Tenho perfeita e completa noção que já amei no verdadeiro sentido da palavra pessoas que me magoaram e que já magoei pessoas que me amaram. Porém, há sempre uma maneira das coisas se consertarem. Com os capítulos do meu livro que já completei percebi que a única pessoa em quem devemos confiar somos nós mesmos, somente nós sabemos todos os nossos segredos e motivos do modo como levamos a vida. Percebi também que o amor por nós mesmos tem de ser superior a tudo porque se não gostarmos de nós como realmente somos, quem gostará ? Temos de aceitar que somos estes seres imperfeitos colocados neste mundo com um propósito.
Não sei se serei este mesmo "Eu" por toda a minha história e muito menos sei como será o amanhã, apenas penso em viver intensamente, cada momento como se fosse o último e como se fosse único, esquecendo tristezas e agarrando os pequenos momentos bons e felizes que a vida nos dá, nos proporciona. Tão pouco me importa se as pessoas gostam ou não gostam daquilo que eu sou e muito menos irei preocupar-me com isso. Somos como somos.
23 abril, 2014
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Podemos até acreditar que o amanhã serve para fazermos como o ontem ou até mesmo o hoje, mas não. Se prestarmos uma detalhada atenção poderemos ver que nenhum dia é igual ao outro. O hoje foi diferente do ontem e o hoje será diferente do amanha.
Cabe a nós mesmos fazer do hoje um dia diferente do ontem e o amanhã diferente do hoje. Não façamos dos dias iguais, façamos deles diferentes porque estamos sempre em mudança, não podemos estagnar no tempo.
21 abril, 2014
Pensamentos de uma Madrugada
Dizem que as boas pessoas merecem viver mais tempo e ser felizes e só me pergunto porque te tiraram de mim tão cedo. Não merecias, não merecia, não merecíamos. Tenho saudades, só isso ... saudades. Recordo-me do teu sorriso cada vez que olho no espelho, do teu olhar sempre que me coloco a olhar o meu. Da tua simplicidade de ser quando olho na minha Irma. Na tua forca quando olho para o que já fiz e onde fui chegando. Só sei que nunca serei um puzzle completo porque uma peça faltará ali sempre. Em certa parte tenho de "ignorar" e continuar. Espero um dia ser aquilo que esperavas que fosse ou até melhor.
16 abril, 2014
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Houve tempos e alturas em que me senti fraca demais, incapaz. Talvez o tipo de pessoa que não iria conseguir aguentar. Todos me diziam que era uma fase, qe dias não são dias ... Mas o que são palavras quando não estamos nos nossos melhores dias ? Foi então depois de tudo e perante a mudança das coisas que percebi que apesar das tempestades e das suas intensidades, o sol brilha sempre depois delas. Brilha para quem sorri para a vida, para quem não desiste de lutar por mais que os motivos levem ao contrario.
Hoje depois da tempestade e perante todos as boas notícias, aqui sentada nesta mesa sou feliz ao escrever. Apercebo-me que fui uma forte em continuar e em não desistir e que tudo isso só me veio dar mais forca e motivação para alturas futuras. A solução é nunca desistir de lutar porque a felicidade somos nós que a construímos e não podemos cruzar os braços.
14 abril, 2014
A mente
Aqui sentada no baloiço de jardim olhando o céu. A cabeça vagueia como se tivesse asas para voar, não vê limites nem tão pouco racionalidade. O sol brilha e esquenta a pele, a brisa corre e faz lembrar os dias quentes de verão estando nós em plena Primavera. No papel a caneta desenha pensamentos vagos como se este quisesse falar mas como se achasse este o caminho correto. A mente se questiona "Como pode o tempo correr a sete pés ? Tanta coisa muda, tanta coisa leva e transforma.". Ainda ontem aqui corria e me enchia de terra colhendo flores, enquanto hoje na paz do tempo que vai passando sem questionar se o pode fazer, escrevo. Calma e sossegadamente escrevo sem pensar. Porque a cabeça complica o que o coração não gosta de explicar. Por dentro das veias corre uma sensação de liberdade e calma. Uma calma que tranquiliza. O que ontem era impossível, hoje já está alcançável. "Não tenhamos pressa mas não percamos tempo", oh palavras sábias ... Esse maldito tempo que nos escapa por entre os dedos, nos modifica e nos altera. Ontem me via dependente de tudo, hoje me vejo dependente de mim. Minhas opções, minhas decisões. Meus rumos sou eu que os escolho e o que antes parecia nem existir, hoje é necessário ter em conta. A caneta continua a percorrer as linhas deste papel e o tempo vai passando. A cabeça tão pouco cai em si e continua a voar. E, por momentos, a caneta pára, os olhos alcançam o céu azul e aquele ar fresco ... Ai aquele ar fresco que num ultimo respirar profundo faz a calma ser dona de si. O corpo pesado e agora deitado neste baloiço sente a leve brisa que passa entre as árvores e os raios quentes de sol que teimam em agredir esta suave pele. Cabeça paraste tu de vaguear ? Não ... Continuaste tu a questionar. O que quero hoje ser amanhã, quererei depois ser no dia seguinte ? Tanta questão leva a tanta confusão, mas mesmo estando o corpo num estado de calma e serenidade a mente parece não ter tempo a perder e não tenciona parar. Respiremos. Um suave respirar profundo. Não te questiones tanto. Não compliques este leve momento. Se o tempo teima em passar, deixa que passe, mas tu, mente, tranquiliza-te. Vive com a calma num suave caminhar e vive cada coisa de cada vez, saboreia o momento que te é proporcionado.
08 abril, 2014
Armário e Vida
Nós fingimos constantemente que arrumamos o nosso armário, o nosso quarto que normalmente se apresenta como uma tremenda confusão, bagunça, talvez como a nossa vida se apresenta. Arrumamos supostamente aquilo que nos deixa de servir ou que deixamos de gostar porque está a ocupar espaço para coisas novas e manter as coisas velhas não é suposto. Apesar de tanto arrumarmos nunca tiramos tudo. Há sempre lá algo que deixamos na esperança que ainda tenha uso. Sabemos bem que não terá mas mantemos. Mantemos porque ? Porque ha esperança mesmo que saibamos que a peça velha não volta mais a ser nova. Pequena, curta, apertada, fora de moda. Queremos tanto mantê-la lá. Uma pequena analogia pois isso é o que se passa com a nossa vida. Arrumar o nosso cantinho é o mesmo que arrumar a nossa vida. Tentamos e reviramos cada parte do nosso quarto. Tentamos fixar coisas velhas, experimentar novas, mas a verdade é que sempre sabemos. Sabemos sempre que deixar para trás por vezes é necessário. Tudo tem a sua "hora" de ir e nós temos de deixar ir. Temos de nos livrar porque ha coisas que não irão mais servir e nós sabemos disso, para que bater na mesma tecla ? Não, toca de deixar ir. Chega. Chega de guardar a roupa velha porque ao guardarmos a roupa velha estaremos a ocupar o coração com o que não o deve ocupar, com alguém que não serve para lá estar. Torna-se uma perda de tempo, espaço e paciência. Sentimento talvez ... Ha tanta coisa nova a cada dia nosso, apenas temos de deixar entrar, de deixar criar, de viver.
07 abril, 2014
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Life is short, time is fast. No replays, no rewinds. So just enjoy every moments you have and make the best out of it.
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