14 março, 2013
Aparecer e desaparecer de mim
Eu sou assim.
Eu posso desaparecer quando menos esperares, posso berrar quando estiver sozinha para tirar a revolta de dentro de mim, posso sentir medo quando quero e quando não quero. Eu posso ter muito orgulho e não dar o braço a torcer, posso querer ter uma paixão e até posso sentir desgosto por cada lesão que me surja. Eu posso vir a ter as vontades mais loucas e as atitudes mais descontroladas. Eu posso vir a sentir inveja até da minha sombra por estar perto mim durante o dia quando quero estar sozinha e até mesmo, por estupidez, da minha almofada por estar lá à noite quando quero chorar sem que ninguém veja.
Eu posso ser louca quando me der e rir de palhaçadas que mais ninguém poderá achar ter sentido e fazer mais umas quantas que ninguém achará piada alguma. Eu posso ser séria e fria quando mereças ou sê-lo sem querer descarregando em ti sabendo que nem culpas tens. Eu posso ser romântica ou pouco importada, posso ligar-me demais a ti ou ignorar-te por mais que me procures. Eu posso dizer que são olhares e sorrisos que me conquistam e que palavras são meros degraus por onde subo até ver atitudes, posso dizer que abraçar-me é das melhores coisas que me podes fazer e que dar-me a mão é uma das maneiras de me levar. Eu posso dizer que gosto que me valorizem mas que também reconheçam que deposito o valor correto (mesmo que por vezes não pareça). Eu posso mimar-te quando menos esperares ou revoltar-me contigo quando menos mereceres, mas o que te posso dar, ninguém dará igual. Posso encantar-me com tudo o que me dás ou nem ligar ponta mesmo que tenhas o mundo nas tuas mãos pronto a oferecer-me.
Eu posso não ser certa e surpreender, posso ser inconstante e querer mudar constantemente para ser diferente. Posso deixar que as coisas voem com o tempo ou posso massacrá-las. Eu posso ter toda a força do mundo para mover as coisas como posso nem sequer sentir vontade de me levantar.
Eu posso ser péssima a demonstrar o que sinto e posso não saber lidar com as mil e uma coisas que me vão dentro. Eu posso importar-me demais e dar tudo, como posso não querer saber e nada dar. Eu posso ter ciumes de cada passo, como posso ignorar cada ato. Eu posso ter o medo constante de me perder de mim, mas também posso ser confiante perante o mundo.
Eu posso ser dificil e complicada como posso ser fechada e reservada. Eu posso ser um doce mas se me magoam também posso virar amarga. Eu posso ser muita coisa como posso parecer nem existir.
E concluindo, eu posso dizer que vou voltar a aparecer só para me perceber mais uma vez, e vou sair sem deixar rasto mais umas quantas e, sem ninguém notar, apareço e dissipo no tempo novamente e quantas vezes necessárias. Vou fazê-lo sempre que precisar de mim e somente de mim, eu sou assim. E, por fim, posso afirmar que sei sempre qual é o processo: aparecer e desaparecer de mim.
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