17 julho, 2014
Pensamentos
O poder do pensamento. Pensamentos que nos absorvem, que nos consomem. Pensamentos que voam, que vagueiam. Pensas tu e penso eu, pensamentos vagos, pensamentos concretos. Transportam a tua mente e mergulham-na num mundo de sensações incontroláveis. Sensações vivem-se, pensamentos questionam-se. Pudesse eu ter uma vida de sensações ao invés de uma vida de pensamentos.
Simples Amar
Eu amei.
Amei contra a razão.
Amei contra a paz.
Amei contra a promessa.
Amei contra a felicidade.
Amei contra a segurança.
Amei contra a esperança.
Amei contra o mundo.
Amei por simples amar.
Amei contra o que impede de amar.
Amei, eu amei. Amei na mais forma simples de amar que não pensa no que é amar, mas que vive o amor.
15 julho, 2014
Copo por Copo
Copo por copo nesta noite de Verão. Baloiçando em diante, baralhando esta cabeça que pensa em vão. Copo vazio, copo meio cheio, aqui te leio. Relembro, revivo, ressinto, rescrevo. "Re" ... Copo frio em quentes lábios, escorregando e ardendo, não tragas. Não revivas, não relembres, não ressintas, não rescrevas. Copo baço em mesa áspera, não revivas, vive. Álcool vagueando num ciclo de sangue quente vivo, forte, sentido. Copo alcoolizado de memórias, vivências. Copo alcoolizado de sentimentos, sensações. O álcool rápido corre, rápido se instala, e, onde antes vivia sangue quente de uma mente consciente de si, vive agora este frio e apressado inconstantemente inconsciente.
05 julho, 2014
Sol
Neste suave recanto do sótão a ouvir o mundo a falar, eu escrevo. A chuva bate suavemente na redonda e grande janela do outro lado. A breve brisa arrepia-me e suavemente altera o meu respirar. Em pleno Julho e não me sorri o Sol ? Onde andas tu ? Tenho saudades tuas ... Sinto a falta do teu calor sobre o meu corpo, da maneira como me olhas. Do sorriso que esboço quando me surges e da sensação com que acordo quando te vejo da minha janela.
O murmúrio e as risadas do piso de baixo interrompem o meu consciente a falar. Consciente que inconscientemente fala sem pensar, pensa ao escrever. Consciente que secretamente escreve meros rascunhos sobre ti e que, secretamente nem reparas.
Oh Sol ! Doce Sol volta ao meu encontro. Vem falar-me, aquecer e marcar este meu Verão, ajudar a criar este novo capítulo. Vem mostrar-me o quanto vale a pena olhar-te, sentir-te enquanto levemente respiro.
E, enquanto a chuva continua batendo na janela, eu continuo escrevendo. Escrevendo enquanto te espero Sol, enquanto tento perceber a tua ausência.
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