15 julho, 2014

Copo por Copo

Copo por copo nesta noite de Verão. Baloiçando em diante, baralhando esta cabeça que pensa em vão. Copo vazio, copo meio cheio, aqui te leio. Relembro, revivo, ressinto, rescrevo. "Re" ... Copo frio em quentes lábios, escorregando e ardendo, não tragas. Não revivas, não relembres, não ressintas, não rescrevas. Copo baço em mesa áspera, não revivas, vive. Álcool vagueando num ciclo de sangue quente vivo, forte, sentido. Copo alcoolizado de memórias, vivências. Copo alcoolizado de sentimentos, sensações. O álcool rápido corre, rápido se instala, e, onde antes vivia sangue quente de uma mente consciente de si, vive agora este frio e apressado inconstantemente inconsciente.  

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