05 julho, 2014
Sol
Neste suave recanto do sótão a ouvir o mundo a falar, eu escrevo. A chuva bate suavemente na redonda e grande janela do outro lado. A breve brisa arrepia-me e suavemente altera o meu respirar. Em pleno Julho e não me sorri o Sol ? Onde andas tu ? Tenho saudades tuas ... Sinto a falta do teu calor sobre o meu corpo, da maneira como me olhas. Do sorriso que esboço quando me surges e da sensação com que acordo quando te vejo da minha janela.
O murmúrio e as risadas do piso de baixo interrompem o meu consciente a falar. Consciente que inconscientemente fala sem pensar, pensa ao escrever. Consciente que secretamente escreve meros rascunhos sobre ti e que, secretamente nem reparas.
Oh Sol ! Doce Sol volta ao meu encontro. Vem falar-me, aquecer e marcar este meu Verão, ajudar a criar este novo capítulo. Vem mostrar-me o quanto vale a pena olhar-te, sentir-te enquanto levemente respiro.
E, enquanto a chuva continua batendo na janela, eu continuo escrevendo. Escrevendo enquanto te espero Sol, enquanto tento perceber a tua ausência.
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